Domingo, 20 de agosto de 2017|

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Celebrado un acto público de repudio a los ataques contra la FAG el pasado 3 de noviembre en Porto Alegre

O contra-ataque: ato público na esquina democrática, marcha pela Borges e ato político no Quilombo das Artes. E agora?

Em meio ao desenrolar do inquérito, nos dias frenéticos que se seguiram, deram-se situações interessantes. O movimento de solidariedade para com a FAG ultrapassa o repúdio que as entidades de movimento popular e a esquerda em geral tem ao governo neoliberal e acusado de corrupção e opera como um reconhecimento ao trabalho desta organização. Tanto no sentido da inserção como forma de empoderamento dos sujeitos sociais organizados (retirando assim poder dos intermediários profissionais) como na efetiva política de unidade em luta e não sectarismo estéril. O raio político-social onde a FAG gravita é muito superior ao estimado por Yeda Crusius e seus asseclas.

Isto se fez ver na 3ª dia 03 de novembro, quando às 18 horas, após um temporal, quase uma centena de pessoas de distintas agrupações mais à esquerda, se encontraram na Esquina Democrática (Rua da Praia com Borges), Centro de Porto Alegre, para, debaixo de uma garoa incessante, participar de um ato político de desagravo a repressão sofrida pela FAG. Na seqüência do ato, houve uma breve marcha pela Av. Borges de Medeiros rumo ao Quilombo das Artes, espaço cultural da Comunidade Autônoma Utopia e Luta, onde se realizou o ato político. Ao não mudar o estilo de trabalho, se demonstra para os poderes do Estado que a intimidação oficial não deu resultado. Se por um lado o titular da 17ª DP ainda não concluiu o inquérito, o que deixa margem para hipóteses no campo jurídico, por outro, no que é estritamente político, a campanha em solidariedade está fortalecida e tentando reabrir o inquérito policial da investigação do assassinato do colono sem-terra Eltom Brum. Com certeza, aumentou a legitimidade da FAG e a organização sai fortalecida do episódio. E agora?

Podemos apontar algumas variáveis. E se os ativistas de direitos humanos conseguirem reabrir o inquérito do assassinato de Eltom, como fica a cúpula da segurança pública no RS? O que fará o governo Yeda Crusius? Vai redobrar a aposta na repressão política buscando outras organizações mais à esquerda? Vai apontar para outro alvo, talvez este não político específico, mas social, e por sua natureza, de maior envergadura? Vai repetir a campanha de violência como no primeiro semestre de 2008, quando o coronel Mendes (então sub e depois comandante geral da Brigada) era o Capitão do Mato do RS a serviço da máfia neoliberal encastelada no Piratini?

A única certeza é de que 2010 promete, e podemos acumular forças no terreno da política se baixar a guarda na defesa jurídica e menos ainda deixar esta cambada diminuir a moral militante da companheirada. O ano que entra será o da Outra Campanha. Vamos pelear por temas estratégicos e de longo prazo, como a defesa do Bioma Pampa e brecar a venda do Rio Grande para o Banco Mundial. A corrida eleitoral da jogatina democrático-representativa através da urna burguesa, não poderá cessar nosso esforço por ampliar o raio de ação e realmente pautar aquilo que é fundamental para o povo daqui. Parte disso já é mérito político da FAG, reconhecido inclusive pela operadora neoliberal, quando esta decide reprimir a organização. Como disse acima, acerta no que vê e atinge aquilo que antes não enxergava.

Porque como disseram os companheiros faguistas ao encerrar a fala da organização no dia 03 de outubro: “Agora o momento é de Unidade de Pautas e Lutas; é de Fora Yeda e toda a cambada; a hora é de Punição e Justiça para os assassinos e mandantes do Sem Terra Eltom Brum da Silva! Porque esta terra e seu povo não serão vendidos para o Banco Mundial! O neoliberalismo no Rio Grande do Sul não passará!”

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Base da declaração da solidariedade do ato de 03 de novembro contra-ataque público da FAG X Yeda – as primeiras horas após o ataque!

Companheiras e companheiros,

Fica aqui nosso mais sincero e solidário abraço e agradecimento a todas e todos, entidades de base, movimentos populares e organizações políticas de esquerda, do Rio Grande, do Brasil, da América Latina e do Mundo pela pronta resposta e posicionamento frente ao atropelo e desmando vindo de um governo estadual marcado por atos de corrupção e suspeitas. É preciso fazer consta aqui o apoio imediato, ocorrido no mesmo dia do ataque do Estado contra nossa organização, partindo a polícia judiciária, que naquele momento operava como polícia política, a dois endereços simultâneos.

Pouco tempo depois da chegada da Polícia Civil à nossa sede, o apoio solidário começou, sendo exercido pelo Cpers-sindicato (na figura de sua presidente e vice), da Abraço-RS (na presença do correspondente do Jornal dos Trabalhadores) e do Sindicaixa-RS, que juntamente com o Cpers, colocou à nossa disposição sua assessoria jurídica. Também ressaltamos a cobertura e repercussão imediata que nos foi dada através da página RS Urgente, a primeira em noticiar mais esta violência de Yeda Crusius (PSDB) e seus asseclas. Ao lembrarmos o RS Urgente, agradecemos às dezenas de blogs e publicações eletrônicas que repercutiram no imediato a nota lançada. Pouco tempo depois do ocorrido, os companheiros do PCB, Comissão do RS, nos telefonaram e se puseram à disposição. Outra solidariedade imediata veio de parte dos ativistas do Sindisprev-RS, que repercutiram em seu site, sendo o primeiro sindicato a noticiar a agressão policial que sofremos. Ainda na mídia alternativa, a cobertura solidária da Agência Chasque, sempre presente nas lutas do povo do Rio Grande, realizando entrevista e difundindo através do Brasil de Fato a este ato ditatorial. A ação da Chasque foi concomitante ao apoio do Setor de Comunicação do MST, que prontamente lançou uma nota de apoio e colocou seu apoio jurídico à disposição ainda nos momentos da presença policial em nossa sede. O poder estatal manipulado pela laia neoliberal se viu diante de uma organização de esquerda não parlamentar e que recebia apoio físico dos setores populares mais combativos e organizados do Rio Grande. Atiraram no que viram e acertaram onde jamais imaginaram. A solidariedade de classe se fez presente.

E não parou por aí. Além do apoio imediato, presencial ou via telefone nas difíceis horas da 5ª 29 de outubro, dos espaços de debate e organização do RS, veio também um posicionamento firme e solidário dos ativistas da Reforma Psiquiátrica e da entidade alegretense, Associação dos Professores Municipais. A Assufrgs-sindicato também publicou prontamente em sua página a mais essa violência do governo neoliberal de Yeda. Do estado de Mato Grosso, de nossos aliados de todas as horas do Rusga Libertária (pertencente ao Fórum do Anarquismo Organizado – FAO), partiu a primeira ação coordenada de solidariedade, difusão e apoio de fora do RS. Logo na seqüência, Outro abraço especial é para a incansável Agência de Notícias Anarquistas, a primeira sempre na trincheira de luta pela informação dos libertários ao redor do mundo.

A América Latina e a Espanha de todas as lutas se fizeram imediatamente presentes. Companheiros da Federação Anarquista Uruguaia (FAU) e da Confederação Geral do Trabalho da Espanha (CGT) nos telefonaram e se puseram à disposição para de imediato, ainda na própria 5ª, dia 29 de outubro, começar uma campanha internacional. Um dia depois a CGT já se fazia notar em um ato relâmpago diante da Embaixada do Brasil em Madrid. E, como era de se esperar os compas do portal Kaos en La Red noticiaram o ataque policial em questão de minutos. De todas as partes veio força e coragem. Dos companheiros de todas as horas e que deram suporte para a campanha desde os primeiros minutos, fica nosso mais sincero apoio ao Coletivo Desalambrando (Argentina) – que coordenou o trabalho em rede pela América Latina - e a sempre combativa Rede Nacional de Meios Alternativos (RNMA, também da Argentina), soltando por centenas de listas o ataque que sofremos. O anarquismo especifista argentino, representado por seus militantes na frente de meios alternativos, se fez notar pela ação social e pela participação das colunas Joaquin Penina (Rosário) e Errico Malatesta (Buenos Aires e Conurbano). Da Venezuela a solidariedade imediata veio dos articulistas do Barômetro Internacional (disparando 2000 emails de apoio) e do projeto Correspondentes do Povo (CDP), afiliada na combativa e exemplar Associação Nacional de Meios Comunitários, Livres e Alternativos (ANMCLA), um dos espaços de inserção de nossos companheiros do Teseracto Bolivariano. Coordenando esforços entre Caracas e Táchira, se produziu uma nota eletrônica e um boletim de áudio que literalmente correu por todo o país e fez chegar às maiores agências alternativas do mundo.

Foi esse o esforço de difusão e solidariedade que faz desmoralizar a ridícula e parasitária mídia corporativa, os conglomerados de comunicação do Brasil, que como bem sabem os militantes do MST, quando não mentem, simplesmente omitem e distorcem os fatos das lutas do povo.

Na seqüência, citamos a todas as entidades que enviaram sua adesão em solidariedade. A lista completa, incluindo os textos, se encontrará a partir de amanhã em nosso portal. As adesões dos indivíduos também será postada. Desde já pedimos desculpas se alguma entidade não foi citada, porque viemos recebendo adesões e apoios de todas partes, de forma incessante, a partir da própria tarde de 5ª. Mas, asseguramos. Ninguém ficará de fora, nenhum email deixará de ser respondido e todas e todos os militantes populares que se aproximarem sempre terão os braços abertos e uma calorosa recepção. Nosso punho cerrado é contra o Inimigo, e isso a camarilha que hoje ocupa o Piratini bem o sabe.

Entidades de base e movimentos populares e sindicais do Brasil que mandaram adesão, apoiaram diretamente ou repercutiram o ataque de Yeda contra a FAG

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, na figura de sua coordenação estadual do RS

COORDENAÇÃO MST-MT

Cpers- sindicato (trabalhadores da educação da rede estadual do RS)

Associação Gaúcha de Radiodifusão Comunitária (Abraço-RS) e seu projeto Jornal dos Trabalhadores

RS Urgente, na figura de seu editor Marco Aurélio Weissheimer

Agência Chasque e Brasil de Fato

Movimento Utopia e Luta

Portal Passa Palavra

Levante Popular da Juventude

Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo e Comissão Justiça e Paz da Diocese de São Paulo, na figura de Marcelo Zelic

Sindiscope - Sindicato de Servidores do Colégio Pedro II do Rio de Janeiro, na figura de sua comissão de delegados

Sindisprev-RS (trabalhadores da Previdência)

Sindicaixa-RS, no apoio jurídico em conjunto com o Cpers

Assufrgs-sindicato (trabalhadores da UFRGS)

Associação de Professores Municipais do Alegrete

Ativistas pela Reforma Psiquiátrica

Direção estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS)

Coletivo Muralha Rubro-Negra

Resistência Popular

Intersindical (org)

Movimento dos Trabalhadores Desempregados – RJ

CMI – coletivo de São Paulo (na figura da ativista Foz)

SINDIJUFE-MT

Sindipetro-RJ

Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania / Belo Horizonte - MG.

Entidades de base e movimentos populares e sindicais da América Latina e Espanha que mandaram adesão, apoiaram diretamente ou repercutiram o ataque de Yeda contra a FAG

Encontro Latino-americano de Organizações Populares Autônomas - ELAOPA

Coletivo Desalambrando – Argentina

Rede Nacional de Meios Alternativos – Argentina

Projeto Correspondentes do Povo, CDP – Venezuela

Frente Popular Darío Santillán - Argentina

Federação dos Trabalhadores da Energia da República Argentina, na CTA, Fetera Flores, coletivo de base

Associação Nacional de Meios Comunitários, Livres e Alternativos, ANMCLA - Venezuela

Comunidades al Mando, CAM – Venezuela

Coletivo de Lesbianas Feministas Josefa Carmejo - Venezuela
Portal Kaos en La red – Espanha

Portal Nodo.50 – Espanha

Portal La Aurora – Espanha

Organização política não-anarquista que enviou sua solidariedade

Partido Comunista Brasileiro, PCB, na figura de sua Comissão Política Regional do RS

Centro de Estudos e Debates Socialistas - CEDS

Organizações anarquistas do Brasil (por ordem alfabética)

Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares – CAZP, Alagoas

Federação Anarquista do Rio de Janeiro - FARJ

Liga Libertária, Presidente Prudente – São Paulo

Organização Resistência Libertária – ORL, Ceará

pró-Coletivo Anarquista Organizado – CAO, Santa Catarina

pró-Federação Anarquista de São Paulo - FASP

Rusga Libertária – Mato Grosso

Vermelho & Negro – Bahia

Projetos editoriais e de difusão do pensamento libertário (por ordem alfabética)

Agência de Notícias Anarquista – ANA, São Paulo

Editora Faísca – São Paulo

Editora Opúsculo Libertário – São Paulo

Blog O Homem Revoltado -

Organizações anarquistas da América Latina (por ordem alfabética)

Colunas Libertárias – Joaquin Penina (Rosário) e Errico Malatesta (Buenos Aires e Conurbano) – Argentina

Federação Anarquista Uruguaia, FAU – Uruguai

Organização Bandeira Negra – Uruguai

Rede Libertária Popular Mateo Kramer – Colômbia

União Socialista Libertária, USL – Peru

Teseracto Anarquista Bolivariano Salom Mesa – Venezuela

Estratégia Libertaria – Chile

Demais organizações anarquistas que compõem o portal Anarkismo.net (por ordem alfabética)

Alternativa Libertária - França

Federação Anarco-Comunista da Itália

Grupo Anarco-comunista de Melbourne, Austrália

Movimento Solidário dos Trabalhadores, WSM – Irlanda

Zambalaza, Frente Anarco-comunista da África do Sul

Organizações anarco-sindicalistas ou sindicalistas revolucionárias que se solidarizaram, mandaram adesão ou repercutiram o ataque sofrido pela FAG (sem ordem alafabética e até a tarde do dia 03 de novembro)

Confederação Geral do Trabalho, CGT – Espanha

Central de Trabalhadores da Suécia, SAC

Aliança Solidária dos Trabalhadores, WSA – Estados Unidos

Trabalhadores Industriais do Mundo, IWW – Estados Unidos

A Federação Anarquista Gaúcha agradece a cada entidade, sindicato, movimento, federação ou coletivo e sabe que a melhor forma de retribuir o apoio é seguir militando, organizando, se inserindo e peleando, com tenacidade e modéstia, 365 dias por ano. Nós sempre estivemos, estamos e estaremos lutando ombro a ombro junto às classes oprimidas. Agora o momento é de Unidade de Pautas e Lutas; é de Fora Yeda e toda a cambada; a hora é de Punição e Justiça para os assassinos e mandantes do Sem Terra Eltom Brum da Silva! Porque esta terra e seu povo não serão vendidos para o Banco Mundial! O neoliberalismo no Rio Grande do Sul não passará!

ARRIBA LOS QUE LUCHAN!

NÃO TÁ MORTO QUEM PELEIA!

PELO SOCIALISMO E PELA LIBERDADE!

VIVA A ANARQUIA!